FAQ

  • 01- O que é enurese noturna?

    É definida, tecnicamente, como uma micção involuntária completa, ou quase completa, durante o sono, em criança com sistema urinário íntegro, na idade em que o controle esfincteriano está habitualmente presente. Ou seja: é a continuação do hábito involuntário de fazer xixi na cama após a idade em que as crianças já devem controlar a urina.

  • Sim, isso é verdadeiro. Dois terços dos pais enuréticos poderão ter filhos com sintomas da enurese.

  • É quando a criança passa dos 5 anos de idade sem nunca ter apresentado um período prolongado de controle da urina.

  • É o tipo de enurese noturna caracterizada pelo seguinte quadro: a criança já apresentou um período de, pelo menos, seis meses de controle esfincteriano, ou seja, parou de fazer xixi na cama por um bom tempo, mas, de repente, voltou a perder urina durante o sono, aparentemente sem explicação.

  • Eventos traumatizantes ou momentos de estresse impactantes podem explicar a perda urinária noturna durante o sono em crianças e adultos.

  • Há casos em que a enurese noturna desaparece sem qualquer tratamento. A questão é que não conseguimos saber os casos que vão se superar espontaneamente, nem quanto tempo pode passar até que isso aconteça. Além disso, não há possibilidade de se saber em que escala o estado emocional da criança poderá ficar comprometido por conta da enurese.

  • Geralmente a criança deve abandonar o uso da fralda entre 2 e 3 anos de idade. Inicialmente, tira-se a fralda durante o dia. Quando a criança começa a acordar seca com alguma frequência, recomenda-se tentar tirar a fralda também à noite. Lembre-se de que devemos respeitar as individualidades, pois cada criança tem seu ritmo de desenvolvimento.

  • Muitas vezes as crianças enuréticas apresentam a auto-estima baixa, o que interfere no comportamento emocional, ou seja, elas podem se tornar tímidas, retraídas, envergonhadas e até deixar de acreditar nas próprias capacidades. O comprometimento emocional exerce influência sim sobre a atenção, a concentração e, consequentemente, no rendimento escolar.

  • A partir dos 5 anos, se a criança ainda urina na cama, deve-se procurar tratamento especializado, pois é uma idade em que ela começa a ficar incomodada com a enurese, podendo sofrer emocionalmente.

  • Doença não, mas desenvolvimento defasado. Consideramos que a continuidade do hábito involuntário de fazer xixi na cama após os 5 anos é decorrência de uma defasagem do desenvolvimento do cérebro na identificação da bexiga cheia, durante o sono. Além disso, nessas crianças, o hormônio vassopressina, que regula a formação da urina, é secretado em volume menor do que o ideal para o controle da enurese.

  • Os exames, no caso da enurese noturna primária, são dispensáveis, pois o diagnóstico é feito pela história clínica do paciente e pelo exame clínico. Existindo suspeita de comprometimento neurológico ou urológico, recorremos aos exames laboratoriais, radiológicos, ultrassonográficos entre outros.

  • Várias terapias podem ser usadas, mas não um tratamento único, capaz de resolver todos os casos. Cada criança se adapta melhor a uma das opções disponíveis. Com orientação adequada, os resultados começam a aparecer em poucas semanas. A criança que fazia xixi na cama diariamente, passa a reduzir o número de noites molhadas progressivamente. As reavaliações periódicas são necessárias para a correção das doses dos medicamentos prescritos.

  • Os mais difundidos atualmente são mudanças de hábito, como: beber menos líquidos no período noturno; esvaziar a bexiga antes de deitar; abolir o uso de faldas para desacostumar a criança ao conforto de urinar na cama; não despertar a criança durante a madrugada para urinar, a fim de que aprenda a acordar sozinha quando precisar urinar, e, comemorar cada noite sem xixi na cama. Fora isso, há o condicionamento por alarme, que, ao detectar as primeiras gotas de urina na roupa da criança, toca e a acorda, podendo terminar a micção no banheiro e os medicamentos prescritos pelo médico, que aumentam a ação antidiurética da vasopressina, evitando a perda de urina durante a noite.

    Fonte: http://www.einstein.br

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