Confira as questões mais frequentes e entenda como agir para ajudar a criança com enurese

Quem tem em casa uma criança que faz xixi na cama vive procurando maneiras de evitar os lençóis molhados. Entre as mais adotadas, está a exaustiva tarefa de acordar a criança com enurese durante a madrugada para fazer xixi no banheiro e voltar pra cama. A justificativa, segundo as mães, é proteger o colchão e ajudar a criança a entender que ela precisa ir ao banheiro quando a bexiga fica cheia. Mas afinal, isso ajuda mesmo no controle dos lençóis molhados? E o sono da mãe que precisa levar a criança ao banheiro, como fica? Confira as perguntas e respostas que o Sem Xixi na Cama preparou para te ajudar a entender.

Meu filho chegou em casa dormindo. Devo acordá-lo para fazer xixi?

Sim. É muito comum que as crianças voltem dormindo de festinhas ou passeios mais longos. Contudo, antes de colocar seu filho na cama para dormir, o ideal é acordá-lo para fazer xixi no banheiro. Isso porque todo o líquido que ele consumiu permanecerá armazenado na bexiga por um longo tempo, facilitando episódios de perda involuntária. No caso da enurese noturna isso é ainda mais importante, já que a criança produz, naturalmente, mais urina à noite e tem uma capacidade vesical menor.

E durante a noite, é certo acordar a criança com enurese para ir ao banheiro?

Não. Muita gente usa essa alternativa no intuito de preservar o estofado do colchão, mas a técnica não é recomendada. Acordar a criança durante a noite faz com que ela tenha um sono superficial e, por consequência, possíveis lacunas em seu desenvolvimento. A própria qualidade de vida da mãe passa a ser afetada, já que ela também precisa acordar para levar a criança ao banheiro. Segundo especialistas, quem dorme menos, tem mais enurese noturna. Ou seja, interromper o sono da criança só atrapalha os tratamentos.

Quais são os prejuízos do sono interrompido?

A enurese noturna pode acontecer em todas as fases do sono e é por isso que não adianta escolher um horário para acordar a criança e levá-la ao banheiro. Por não haver um esvaziamento completo da bexiga durante os episódios de perda, é comum que a criança faça xixi na cama várias vezes em uma mesma noite. Já pensou varar a madrugada para ficar vigiando as roupas íntimas do seu filho? Sem chance! Aliás, a qualidade do sono está ligada às atividades que são realizadas ao longo do dia. Invista nos exercícios físicos apropriados à idade do seu filho e evite os equipamentos eletrônicos à noite.

Devo colocar fraldas no meu filho para dormir?

Se o desfralde já aconteceu, não. Por mais que a ideia seja evitar qualquer incômodo, colocar fralda em crianças acima de 5 anos pode prejudicar o desenvolvimento emocional e acaba por não ajudar no tratamento da enurese. Converse com o especialista e tente outras abordagens. A própria retirada precoce da fralda – em média, antes de 1 ano e 8 meses – aumenta as chances de enurese noturna. Antes de desfraldar, identifique na criança os sinais de que ela está preparada e evite pressioná-la.

Existe um horário para levar a criança ao banheiro à noite?

Sim. O ideal é que a criança vá ao banheiro logo antes de deitar e assim que acordar. A ingestão de líquidos durante a noite deve ser evitada, assim como o consumo de alimentos com cafeína e/ou estimulantes. Já durante o dia, cuide para que a criança se hidrate bastante e vá ao banheiro com frequência. Criar rotinas é uma maneira simples de estimular o desenvolvimento da bexiga e evitar as perdas de xixi na cama. Mas atenção a sinais como jato fraco, ardência ou contenção. Eles podem indicar que o mecanismo urinário precisa da atenção de um especialista.

O que fazer quando meu filho acordar com os pijamas molhados?

Mesmo com todos os cuidados, às vezes, o xixi escapa. Procure oferecer conforto à criança e mostrar que a enurese é apenas uma fase que vocês passarão juntos. Nada de castigos, punições ou deboches! Por mais estressante que a situação seja, a criança não tem culpa – e nem os pais. Procure um especialista e trace alternativas. O próprio avançar da idade ajudará no controle do problema. Estima-se que, a cada ano passado, aja uma redução de 15% nos casos de enurese. O apoio dos pais é indispensável para que a criança supere o transtorno sem traumas, e, de preferência, com qualidade de vida e de sono.