Lei proíbe, por exemplo, inclusão de itens de uso coletivo na lista; pesquisa de preços pode garantir economia

Entra ano, sai ano e a compra do material escolar costuma tirar o sono de muitos pais. Em 2016, muitos itens tiveram aumento, em média, de 10%. Já produtos importados como mochilas podem deixar a conta até 30% mais caras. As estimativas são da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (Abfiae).

Mas é possível economizar e fazer com que os gastos caibam no orçamento com planejamento e muita pesquisa. Veja algumas dicas:

  • Reaproveite! Comprar tudo novo é um gasto desnecessário. Verifique os produtos que sobraram do ano anterior e que ainda têm condições de serem utilizados.
  • Pesquise e negocie: pesquisa de preço de material escolar realizada pela Fundação Procon-SP detectou diferença de preço de até 420% para um mesmo produto. Caso, por exemplo, da borracha látex branca de uma mesma marca que custava R$ 0,48 em um estabelecimento e R$ 2,50 em outro.
  • Evite ir às compras com os filhos: na companhia deles vai ser mais difícil não ceder aos produtos da “moda”. Materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados têm custo mais elevado. O mais importante é avaliar a qualidade e preço dos produtos.
  • Compras coletivas: que tal reunir um grupo de pais e negociar descontos com o estabelecimento?

Direitos
Também é preciso ficar atento à legislação para evitar abusos. A Lei proíbe, por exemplo, a inclusão de itens de uso coletivo na lista como papel sulfite em grande quantidade e papel higiênico, entre outros.

Antes de realizar a matrícula, é direito dos pais conhecer a lista de materiais. Se a mesma ainda não estiver disponível, a recomendação é pedir a do ano anterior para ter uma base do que será solicitado. Outro direito das famílias é receber o planejamento referente ao uso ao longo do ano dos itens solicitados.

É importante também saber que a escola não pode exigir marcas específicas, nem o estabelecimento no qual o material deve ser comprado. Somente no caso de uniformes e uso de apostilas como material didático a instituição pode determinar que a compra seja realizada na própria.