Percepção imediata dos sintomas pelos pais ajuda no tratamento. Confira como prevenir e identificar o problema

Quem tem filhos pequenos está sempre por dentro dos problemas de saúde mais comuns durante a infância. Mas o que poucos sabem é que a ocorrência de infecção urinária nos pequenos só perde para as doenças respiratórias. Estima-se que 8% das meninas e 2% dos meninos sofrem com contaminações no trato urinário que, na ausência de tratamento, podem avançar para quadros graves como o de insuficiência renal.

De onde vem?

Basicamente, a infecção urinária pode acontecer de duas formas: 1) por meio de bactérias que contaminam o sangue e infectam o aparelho urinário; 2) a partir de bactérias que vêm do intestino e atingem a região das genitais. A primeira condição é mais comum em bebês e a segunda representa 90% dos casos, associada a fatores como higiene incorreta, fimose (no caso dos meninos), incontinência urinária e esvaziamento incompleto da bexiga.

A fase de desfralde é campeã de casos, já que a criança ainda está aprendendo a não segurar o xixi e a criar uma rotina de idas ao banheiro, especialmente nos casos em que o adeus às fraldas acontece precocemente, antes do desenvolvimento completo do trato urinário. A incidência é maior nas meninas por conta da anatomia; a uretra feminina é mais curta e sua saída fica próxima ao ânus.

Como identificar uma infecção urinária?

Vários sintomas podem indicar a presença de uma infecção urinária: febres inexplicáveis, vontade incontrolável de fazer xixi que pode levar à incontinência, choros, reclamações ou dificuldade no momento de eliminar (sempre sente que há mais), vômitos, dor de barriga, falta de apetite, emagrecimento repentino, cansaço ou calafrios.

É também importante verificar a urina: no caso de cheiro estranho, coloração opaca, turva ou com sangue, deve-se redobrar a atenção e agendar uma consulta com o pediatra.

O exame de urina é um dos principais para identificar bactérias, mas em alguns casos, o pediatra pode se valer de urocultura, ultrassom e radiografias para descartar possíveis alterações no trato urinário. O tratamento é realizado com antibióticos de acordo com a idade da criança e dos resultados dos exames.

Medidas protetoras

Apesar de muitas crianças apresentarem pré-disposição, pequenas mudanças no cotidiano podem evitar o aparecimento da infecção urinária. Confira:

– Troque as fraldas frequentemente;

– No caso das meninas, é preciso fazer a higiene da frente para trás, tanto para aquelas que ainda usam fraldas quanto para as que já vão ao banheiro;

– Estimule a ingestão de líquidos e a frequente visita ao banheiro;

– Reforce a ingestão de fibras para ajudar o trânsito intestinal e evitar o acúmulo de bactérias;

– Mantenha consultas regulares com o pediatra e relate os hábitos miccionais da criança.