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O papel do pai no tratamento da enurese noturna

Quando a gente para pra pensar, consegue perceber que existem diversos tipos de pai, não é verdade? Do mais sério ao mais divertido, todos eles desempenham importantes papeis durante o desenvolvimento da criança, sendo uma das mais importante, a de proteção. Um pai presente consegue estabelecer uma conexão de segurança com o filho, ajudando-o a enfrentar os desafios do crescimento e a entender melhor suas responsabilidades. Como no caso da enurese noturna, um transtorno que fragiliza os pequenos e que precisa de acolhimento

Enurese e auto responsabilidade

É comum encontrar relatos de mães que se preocupam e procuram ajuda para entender e enfrentar o xixi na cama, mas é preciso deixar claro que essa não é uma tarefa que elas devam fazer sozinhas. Também cabe ao pai o papel de se informar, ir ao médico e criar condições favoráveis para o tratamento. Sabe aquela história de que todo pai é um pouquinho super-herói aos olhos da criança? Pois é! Sentindo-se compreendido, seu filho com certeza terá mais estímulo e aparato emocional para se livrar do problema sem grandes traumas.

Castigo? Nada feito!

Geralmente é o pai que força a barra quando os lençóis começam a aparecer molhados muitas vezes por semana. De pavio mais curto, eles acreditam ser uma forma que a criança encontra de chamar a atenção e, muitas vezes, acabam partindo para alternativas mais radicais. O fato é que isso não ajuda no controle do problema, já que as causas podem ser hereditárias, fisiológicas ou emocionais. Por mais que seja essencial estabelecer limites com as crianças, oferecer apoio quando alguma coisa sai do controle é igualmente importante. 

Pai e mãe: um só time

Independentemente de estarem ou não em uma relação de casal, os pais precisam entender que a criança é uma ligação eterna entre eles. Portanto, o ideal é evitar situações de confronto ou de competição, onde a criança precise escolher entre um e outro. No caso da enurese, essa consciência ajuda ainda mais a identificar as possíveis causas do transtorno e a encontrar a solução mais adequada. O interessante é que ambos participem da consulta médica e que, se possível, juntos, conversem com a criança e demonstrem que estarão por perto.