Conhecido popularmente como xixi na cama, transtorno pode deixar pistas durante o dia. Entenda!

Acordar com os lençóis molhados é uma situação desagradável para qualquer criança, mas é a partir dos 5 anos que os episódios precisam servir de alerta para os pais. Nessa idade, cerca de 10% das crianças apresenta diagnóstico de enurese noturna, um transtorno que causa perda involuntária de xixi durante o sono e pode prejudicar o desenvolvimento emocional se não tratado.

O que pouca gente sabe, é que, segundo estudos, mais de 60% das crianças com enurese noturna também apresenta sintomas durante o dia. Isso quer dizer que, além de sofrer repreensões e castigos em casa, essa criança dobra as chances de passar por eventos vexatórios na escola e/ou em locais públicos. Confira os sintomas da enurese noturna mais comuns e, caso vivencie algum deles com o seu filho, procure orientação especializada.

Urgência, urge incontinência e perdas urinárias

A incontinência diurna, ou o famoso xixi nas calças, é caracterizada por perdas involuntárias durante o dia, geralmente por fatores como infecção urinária, prisão de ventre, bexiga hiperativa, dentre outras disfunções do trato urinário. Na urgência, a criança não perde o xixi, mas chega muito próximo a isso. Na urge incontinência, ela apresenta uma demanda imediata de ida ao banheiro, mas não consegue esperar até lá. Esses são casos comuns durante e logo após o desfralde diurno, já que a criança ainda está se acostumando com a nova rotina. Contudo, se os episódios se estenderem e forem acompanhados de outros sintomas, é essencial buscar avaliação médica.

Alteração da frequência miccional

Você já reparou a frequência com que o seu filho vai ao banheiro? Crianças com enurese noturna produzem mais urina à noite, mas, muitas vezes, durante o dia, pouco vão ao banheiro. Uma simples mudança de comportamento, como aumento da ingestão de água ao longo do dia, pode resolver o problema. Contudo, volume baixo de xixi, dificuldade no esvaziamento da bexiga, ardência, jato fraco ou em pingos, refletem que algo não vai bem. Procure observar e, se possível, entre no banheiro com a criança para verificar o comportamento dela. A constipação, inclusive, é algo que altera a frequência miccional e a capacidade de armazenamento da bexiga. 

Retenção urinária

Sabe aquela frase “Filho, tira a mão do pipi!”? Pois ela é muito comum, geralmente porque as crianças não gostam de parar de brincar para ir ao banheiro. Contudo, se a criança já tem enurese noturna, a retenção urinária pode piorar ainda mais o quadro, já que não desenvolve na bexiga os mecanismos adequados para o aprendizado. Se a criança agacha, torce as pernas ou segura o pipi, ela já está no limite de ir ao banheiro. Fique de olho e procure descobrir os motivos que a levam a evitar o banheiro. Uma simples adequação no ambiente, como banquinhos próximos à bacia e redutores de vasos, pode ajudar.

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